sábado, 12 de outubro de 2019

Eurovelo 15 - Rhine Cycle Route - 19º dia - De Kobern-Gondorf a Bonn

09/06/2019 - Domingo.

A visão a partir do nosso hotel em Kobern-Gondorf, o Simonis: 
O domingo é um dia especial na Alemanha, assim como no Brasil, só que de uma forma diferente: a área da ciclovia, ao passar pelas cidades, se enche de mesas e cadeiras, de pessoas, de feiras e barracas, com intenso movimento. Os restaurantes à beira do rio montam suas mesas na área externa. Você não pode pedalar, primeiro porque é proibido e depois porque tem tanta gente que seria impossível atravessar pedalando. Você tem que descer e ir empurrando a bicicleta. Reservam um corredor para o tráfego dos pedestres e ciclistas, que existem aos montes. Chega a haver engarrafamentos, como observamos em um cruzamento com o pessoal que ia pegar uma balsa: 2 filas, uma de bicicletas e pedestres e outra de automóveis. As pessoas saem para pedalar, para passear com seus cachorros, para caminhar, enfim para curtir o domingão. Famílias inteiras são encontradas pedalando pelas maravilhosas ciclovias.
  





Como as cidades são bem próximas umas das outras, existem duas ciclovias: uma, ao lado da estrada, para os viajantes de distâncias maiores e outra, no sopé da montanha, ligando as cidades e/ou os bairros, utilizada preferentemente pelos moradores e viajantes locais. 
Estes caminhos, quase sempre, são encantadores: 
Moseltalbruke - Dieblich - Alemanha









Em alguma das nossas paradas para fotografar, a Rose acabou esquecendo suas luvas mais uma vez. Quando percebeu, quis voltar para tentar encontrá-las. O Fernando foi com ela e nós ficamos esperando no local. Chegamos até a beirinha do rio para curtir e pudemos ver que também ali o povo estava se divertindo: 


Teremos sempre aqui adjetivos superlativos, mas não há como evitar: vejam as plantações de uva no trecho: não são uma coisa fantástica? 

Passamos hoje pela cidade de Remagen, onde se travou, na segunda guerra, uma intensa luta pela posse de uma ponte ferroviária construída na 1ª guerra mundial. Por ser, à época, a única existente na região, considerando-se que os alemães haviam explodido todas as outras, para evitar o avanço dos aliados, tornou-se estratégica e após intenso ataque acabou conquistada pelos aliados em 8 de março de 1945. Os alemães, em retirada, tentaram explodi-la de todas as formas, mas ela se manteve de pé e possibilitou a passagem de grande número de soldados e tanques, da margem esquerda para a margem direita. Acabou ruindo 9 dias depois e nunca mais foi reconstruída. Há um filme sobre o episódio, com grandes atores de Hollywood, chamado "A ponte de Remagen". Hoje, no local, há um memorial chamado "Museu da Paz".

O visual das cidades era sempre muito lindo e digno de admiração: 

Passamos também por Andernach, onde duas coisas chamam a atenção: ali está localizado o gêiser de água fria mais alto do mundo, chegando a atingir até 60 m de altura. Infelizmente, não temos fotos.
Outra coisa são as ruínas romanas. Parte delas bem conservadas e ajardinadas, são um espetáculo à parte. A cidade, àquela época, chamava-se Antúnaco: 




Em Bad Hönningen passamos em frente ao Castelo de Arenfels. Construído em 1259, diretamente sobre uma rocha, de onde se extraiu o material de construção necessário. Chamava-se inicialmente Fortaleza Gerlachs e tinha um tamanho menor do que é hoje. Prá variar, foi ocupado em 1673 por um general de Luís XIV, de nome Turenne. Entre 1848 e 1855 foi reformado e ampliado, por um novo proprietário, que contratou um grande construtor para efetuar o trabalho em estilo neogótico. Hoje é um local para festas, especialmente casamentos. 
Chegando a Bonn, foi necessário o GPS para encontrar o hotel. Mas, deu tudo certo. Ficamos no Ibis e reservaram-nos uma vaga na garagem para deixarmos nossas quatro bicicletas. Eram 17:30 h. 
Havíamos pedalado 83,53 km hoje, chegando no acumulado a 1.298,04 km.
O quarto tinha o conhecido padrão Ibis: espaço apenas o essencial, mas com camas de colchões confortáveis e banheiro sem luxo, mas sem faltar nada.  Depois do banho, saímos para jantar nas proximidades, com tranquilidade. Haviam algumas opções, todas próximas. Escolhemos uma delas e nos demos bem. 
Amanhã o destino será Leverkusen, mais precisamente Hitdorf, um bairro da cidade. Boa noite!

sábado, 5 de outubro de 2019

Eurovelo 15 - Rhine Cycle Route - 18º dia - De Zell am Mosel a Kobern Gondorf

08/06/2019 - Sábado

O café da manhã foi medonho no Hotel Ratzkeller. Chegamos animados para mais um dia de pedal, sentamo-nos em uma mesa central, mais próxima de onde estavam os alimentos e começamos a nos servir. De repente, apareceu uma mulher, bradando insistentemente "Nein! Nein!", disparando palavras ininteligíveis em alemão e de forma grosseira, foi pegando nossas coisas e passando para uma mesa lateral, com a maior falta de educação. Ante o nosso olhar atônito, repetia e repetia sua palavra favorita, "nein", até completar a remoção de todas as nossas coisas. Não havia, sobre a fatídica mesa, nenhum sinal de que estivesse reservada ou qualquer coisa que o valha, mas, sem entender as palavras e o motivo, houvemos por bem acatar a ordem.

Na saída, quando fui entregar a chave do quarto, ela me cobrou a diária, de forma acintosa. Disse-lhe que havíamos pago na noite anterior, ao sr. Christian. Ela riu, de forma desdenhosa e cínica e repetiu a cobrança. Franzi o cenho e repeti entre dentes, que já havia pago. Que ligasse para o sr. Christian, se queria prova. Então, ela se desculpou, alegou que não estava anotado o pagamento e riu amarelo. De cara fechada, repeti mais uma vez, ligue para o Christian. Aí ela disse que estava ok e gesticulou com as mãos encerrando a conversa.

Saí dali furibundo. Se eu soubesse falar alemão, teria dito muitas e boas para a megera. Prometi a mim mesmo que, se algum dia voltar a Zell, nunca mais passo nem à frente deste hotel.

Pegamos nossas bicicletas, que haviam ficado em uma sala, no subsolo e nos preparamos para ir embora. Fazia bastante frio e havia muito vento. A temperatura era de 13°C, com sensação de 11.

Observamos, trafegando pelas ruas de Zell, que um gato era representado em muitos lugares, fosse através de esculturas, fosse de objetos adornados com a imagem felina. Descobrimos depois que um gato preto é o mascote da cidade.

A origem da história é lendária. Conta-se que um grupo de comerciantes, ao comprar um barril de vinho, notou que um gato parecia protegê-lo, sentado sobre ele. A quem se aproximasse, rosnava e mostrava suas garras. Consideraram, então, que aquele deveria ser o melhor vinho do local, por causa da "defesa" do bichano. Decidiram comprar o barril e não se arrependeram.

A partir desse episódio, surgiu um vinho famoso na região, o Zeller Schwarze Katz (gato preto de Zell). Vejam a inscrição entre os vinhedos na foto abaixo.

Na saída, havia necessidade de cruzar o rio e logo chegamos à ponte para a travessia. O rio Mosele tem coloração diferente do Reno, como se pode notar nas fotos. Sua água é mais escura, tendendo para o marrom, enquanto as do Reno são claras, com tons verde-azulados. As cidades e as vinhas estão dos dois lados do rio:




As vinhas da região foram trazidas pelos romanos, que já as cultivavam há 2 mil anos. Os vinhos mais populares são os Riesling. As uvas são produzidas nas encostas das montanhas e requerem uma técnica especial para o cultivo. O vinhedo de Calmont, nessa região, é considerado o mais íngreme da Europa, com uma inclinação de até 68 graus. Para podar e colher nas costas mais inclinadas são usados guindastes e a colheita é direcionada montanha abaixo através de trilhos metálicos especiais. Para os amantes de caminhadas, há trilhas que levam aos altos das montanhas, onde a vista é de tirar o fôlego. Neste início, pedalamos em meio aos vinhedos, na parte mais baixa:
  

Os romanos, aliás, inspiram fortemente a indústria do turismo, que explora as ruínas de construções da época da dominação. Até um barco, construído de forma a imitar uma galera romana, o Stella Noviomagi, é usado com fins turísticos em passeios pelo rio. 
O caminho de hoje, sempre às margens do Mosele, apresentou trechos de ciclovias na forma mais tradicional alemã, circundadas por florestas, bem feitas, lisinhas, "gostosas" de pedalar. Nas passagens pelas pequenas cidades, quase sempre os pontos mais marcantes são as belas igrejas, com suas arquiteturas peculiares: 






O castelo de Reichsburg, em Cochem, foi construído por volta do ano 1000. Cenário de muitas batalhas e intrigas, acabou minado e explodido, numa guerra de sucessão no século XVII, pelo rei Luiz XIV, da França. Foi reconstruído no final do século 19 para ser uma residência de verão da família de Louis Ravené, um comerciante de Berlim. Tornou-se, posteriormente, uma famosa atração turística. Hoje, no local, são efetuados eventos medievais, festas temáticas e casamentos. 

Imagem aérea obtida no Google:
Estávamos na margem esquerda do Mosele e na passagem em frente à cidade de Alken, que fica do outro lado do rio, visualiza-se o Castelo Thurant, construído por volta de 1200. Também foi palco de muitas disputas e guerras entre Trier e Koblenz. Curiosamente, não ficou com um nem com o outro lado, acabou dividido entre os dois, por uma parede. Tem duas torres, uma chamada Torre Trier e outra, Torre Köln. Criaram entradas separadas para os dois lados. Durante o início do século 20 partes do castelo passaram por restaurações, mas outras permanecem em ruínas. Hoje também é atração turística.
Alken e o Castelo Thurant

Metternich Castle ou Beilstein Castle - Este castelo foi mencionado pela primeira vez na história no ano de 1.268. No entanto, alguns historiadores acreditam que ele foi construído em 1.129. Seu nome atual é devido à família que o adquiriu em 1637. Em 1689, para variar, o castelo foi destruído pelos franceses, durante a Guerra dos Nove Anos. 
Beilstein e o Castelo Metternich
O próximo é chamado Burg Bischofstein. Destaca-se dos demais por causa de sua torre cilíndrica de pedras negras, com um anel branco na parte central. Fica entre Moselkern e Hatzenport. Construído em 1.270, também foi destruído pelos franceses de Luiz XIV em 1.689.
Ah, esses franceses!
Reconstruído em 1.938, foi sanatório de soldados entre 1941 e 1946 e depois albergue de estrangeiros. Comprado em 1954 por 80.000 marcos, pela Escola Fichte, de Krefeld, é hoje um centro de retiro escolar.
Segundo o próprio site do castelo, "Bischofstein é o local ideal para viagens escolares, acampamentos para jovens e famílias, seminários e celebrações familiares".
Burg Bischofstein

O rio Mosele também, como o Reno, é amplamente navegável e o tempo todo avistávamos embarcações singrando mansamente suas águas: 


As encostas, plenas de vinhedos, emolduram o rio: 


Observamos algumas mudanças logísticas neste lado da Alemanha, os costumes vão se alterando. As máquinas de café não fazem a cobrança, você se serve mas é preciso ir pagar no caixa. A ciclovia na beira do rio, quando chega às cidades, vira estacionamento e o fluxo de bicicletas é direcionado para a rua paralela à estrada. 
Percorremos agradavelmente 74,79 km hoje. O acumulado chega a 1.214,51 km. 
Ficamos esta noite no Hotel Simonis, em Koblenz-Gondorf. Estadia muito agradável, quarto e banheiro bons, pessoal simpático. Os proprietários eram uma família italiana. O piso de tábuas de madeira rangia um pouco quando a gente caminhava, a preocupação era só de não incomodar o hóspede de baixo... As bicicletas ficaram em uma dependência no jardim, tipo casinha de guardados. Jantamos no próprio hotel, comida italiana deliciosa. Voltaria na boa.

sábado, 28 de setembro de 2019

Eurovelo 15 - Rhine Cycle Route - 17º dia - De Boppard a Zell am Mosel

07/06/2019 - Sexta-feira

Por estarmos fazendo uma viagem tão longa, planejamos um desvio do Reno para conhecer o rio Mosele. Como os dois rios se encontram mais adiante, decidimos dar uma guinada à esquerda e seguir um trecho à beira do Mosele, até reencontrar o Reno e retomar o Eurovelo 15.
Hoje foi o dia do desvio.
Só que alguma coisa saiu errada no meu planejamento e, quando fomos ver, a rota traçada era completamente sem propósito e impossível de ser seguida. Então o recurso que dispúnhamos era improvisar no Google e foi o que utilizamos para nos direcionar.
Mas... E tem sempre um mas, não era tão simples assim. O Google às vezes atrapalha. Surgiam muitas dúvidas porque ele nos indicava direções onde nem haviam caminhos. 
E tem mais uma coisa: além de nos espionar, acho que ele nos ouve também. Num certo momento, quando não era possível identificar com clareza qual caminho seguir, comentei: Não sei se tenho que ir prá cá ou ir prá lá. E a "moça do Google" saiu-se com essa: "Não posso te ajudar com isso". Em outra ocasião, quando resolvi desligar o GPS e comentei isso em voz alta, ela respondeu: "Até logo"! ?!?!
Nos primeiros 15 km, primeiramente saímos de Boppard subindo uma montanha, ainda dentro da cidade. Seguindo em direção a Buchenau, depois Weiler, trecho com muitas florestas e estradas interioranas muito boas. Voltando a subir mais um pouco até um mirante, no alto, chamado Hochleiblick Weiler: 

Nesta foto, a cidade que aparece ao fundo é Bad Salzig:

Era a última visão do Reno neste dia. Continuamos subindo, com um aclive mais suave e passamos pela pequena localidade de Fleckertshöhe, sempre pedalando em meio a densas florestas ou ao lado de pastos e plantações:



Então chegamos à estrada 61. Novas dúvidas quanto a direção a seguir. Entramos por uma plantação, contornamos e acabamos voltando no mesmo lugar. Então decidimos seguir pela estrada, passando por Hirtenau, onde pegamos a Rhein-Mosel Strasse, ou L-206, em direção a Dörth. Daí seguimos em meio a mais plantações e acabamos chegando, nas proximidades de Lamscheid, a uma ciclovia fantástica, construída onde havia uma antiga estrada de ferro, simplesmente espetacular. Com pouca declividade, tendo trechos em que se destacava do terreno com um aterro de uns 10 metros de altura, mas arborizada dos dois lados, totalmente à sombra. 





Havia um monumento que marcava a passagem da ferrovia no local:
Serpenteando em meio às florestas, fazendas e pequenas cidades, pedalamos por cerca de 15 quilômetros nesta maravilhosa ciclovia, atravessando Leiningen, Norath, Pfalzfeld, Lengerhahn, Dudenroth e chegando a Kastellaun. Quando tivemos que sair dela, cortamos por propriedades rurais com casas de jardins bens cuidados:




Depois, saímos em direção a Völkenroth, quando acabamos pedalando na Bundestrasse 327, na qual não havia sinalização para bicicletas. Da 327 passamos para a L-226, em direção a Panzweiler e Tellig, onde o Google, mais uma vez, aprontou conosco. Na entrada de Tellig, o GPS mandava sair da estrada e pegar uma rota alternativa, como se fosse entrar na cidade e virando à direita. Estávamos parados neste ponto, discutindo as possibilidades, quando uma senhora, de carro, parou e nos perguntou se precisávamos de ajuda. Conversamos com ela, comentando o que o Google sugeria e ela nos disse que não conhecia caminho para Zell por onde estávamos pretendendo seguir. Que o caminho para Zell era através da estrada mesmo, mas havia uma descida muito forte e perigosa, de 8 km até a cidade. 
Estava ventando muito e havia notícias de que uma tempestade com ventos muito fortes e frio, estava causando estragos em Portugal.
Decidimos, então, seguir pelo caminho indicado pelo Google. Pegamos a entrada da cidade, saindo da rodovia e fomos ziguezagueando através de terrenos onde haviam sido feitas colheitas recentemente, os quais se encontravam agora desprovidos de qualquer vegetação. Mas, demos com os burros n'água porque em um determinado momento, o GPS sinalizava uma direção em que não havia caminho, somente mato. Seguimos por rota alternativa, tentando atingir nosso objetivo, que era chegar a Zell. Acabamos entrando em Tellig, onde perguntamos a um casal que trabalhava o jardim de sua casa se, seguindo em frente,  chegaríamos a Zell. Disseram desconhecer, mas que haviam caminhos mais adiante que poderiam chegar lá. Pois bem, prosseguimos. Em um certo momento havia uma bifurcação. O caminho da direita levava a uma fazenda e, então, depois de verificar isso, acabamos tendo que seguir pelo caminho da esquerda. Estávamos descendo, através de um declive razoável, em uma estradinha asfaltada. O asfalto acabou e virou estrada de terra. Fomos avançando e tudo parecia ficar mais ermo, com os sinais de tráfego e civilização praticamente inexistentes. Até que chegamos a lugar nenhum, o mato crescendo nos trilhos da estrada e sem alternativa de prosseguir. 
Respiramos fundo e decidimos voltar. Tudo o que havíamos descido, íamos ter que subir agora e, pior, sem descobrir o caminho correto para o nosso destino. 
Decidimos então voltar lá na estrada, de onde havíamos saído, por indicação do Google e descer os 8 km faltantes por ali mesmo. No final, acabamos pedalando 19 km a mais do que o planejado. 
O vento chegava a balançar as bicicletas e imaginamos que a tempestade de Portugal estava chegando ali. Havia muito movimento na estrada, mas atingíamos alta velocidade, equiparando aos carros, por conta das curvas, em que eles tinham que reduzir a velocidade. Então, durante a descida, não houve praticamente ultrapassagens. Muita adrenalina depois, chegamos todos bem a Zell e o Fernando, bem humorado, sentenciou: "O vento quase levou..."
Quilometragem do dia: 77,57 km.
Quilometragem acumulada: 1.139,72 km.
Tivemos dificuldade também para achar o hotel, porque não existia o número na rua que o endereço apontava. Mas, com a ajuda de pessoas locais, chegamos lá. Ficava na parte de trás, com frente para outra rua, que tinha o mesmo nome...
Fomos bem recebidos pelo Christian que, ao saber que éramos brasileiros, até tentou aprender algumas palavras em português. 
Jantamos no próprio hotel, uma boa comida com o atendimento gentil do Christian. 
O quarto e o banheiro eram bons e sem problemas. Não saímos e fomos descansar cedo.