quinta-feira, 3 de maio de 2012

Circuito Vale Europeu - SC - 3º dia: Indaial-Rodeio - 2ª parte

Tentativa de parecer um "grande fotógrafo": reflexos no rio Itajaí-Açu: 
Hoje mudamos radicalmente de região: saímos da Alemanha e entramos na Itália. Pelo menos na região povoada por italianos... Passamos pela cidade de Ascurra e foi uma experiência gratificante. Parecia um pedaço da Europa encravado em solo brasileiro. Vocês vão ver nas fotos seguintes. A primeira até nem tem nada a ver: ponte na chegada.
 Não havia passarela e foi muito difícil atravessar a pista, cujo tráfego era muito intenso. Aliás, todo mundo aqui bota o pé na tábua e não quer nem saber... Socorro!
O panorama na cidade é todo europeu. Vejam a foto. Em primeiro plano, em toda extensão, o Colégio São Paulo, internato com 500 crianças da região. Ao fundo, a igreja de Santo Ambrósio (foto seguinte):
A praça em frente ao colégio é um primor: muito capricho, limpeza, flores, fonte (funcionando!) não ficando nada a dever às que vimos na Europa:
A prefeitura está localizada em uma praça toda florida, com iluminação especial e com uma fonte à moda italiana (reservadas as devidas proporções):
Na entrada de Rodeio, um portal dá as boas-vindas:
Em Rodeio, ficamos na Pousada da Dona Irene: "Cama e Café Stolf". Ela e o Sr. Dante, seu marido, são pessoas extraordinárias, que fazem o máximo para agradar o hóspede. Um café 5 estrelas, melhor do que todos os hotéis e pousadas que ficamos no circuito. Nossa homenagem ao ilustre casal.
Por hoje é isso, pessoal. Até o próximo! Obrigado por acompanharem.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Circuito Vale Europeu - SC - 3º dia: Indaial a Rodeio

Hoje vamos de letras grandes para não precisar escrever muito e verdes para tornar este blog multicolorido. Na saída de Indaial, cruzamos esta ponte de concreto armado, com uma bela arquitetura e passagens para pedestres e ciclistas nas laterais:
Uma característica das cidades nesta região, são os calçamentos com paralelepípedos, muito ruins para o tráfego com bicicleta, pois trepida muito e provoca formigamentos nas mãos. E são largamente utilizados por aqui, sendo que o roteiro do caminho inclui vários longos trechos assim:
 Tomamos conhecimento de que havia uma ponte pênsil em um trecho fora do caminho, a pequena distância, coisa de 1 km. Não hesitamos e fomos ver. Como eu já disse sobre a outra, é emocionante. Esta, maior do que a primeira, recebe também o tráfego de veículos e tem o fluxo controlado por semáforo. Ao passar um veículo sobre a ponte, quando estamos nela, é tamanha a movimentação que temos a sensação de que vamos ser atirados para cima, como naquelas cenas em que alguém pula sobre um compartimento cheio de ar e faz voar quem está na outra extremidade: 
Mais para a frente, passamos por esta curiosa ponte de madeira, coberta. Segundo nos ensinou o amigo ciclista Célio Marinho, a cobertura é feita para evitar que chova na madeira, o que reduziria seu tempo de vida útil:
Boa parte do caminho hoje foi percorrida ao lado do rio Itajaí-Açu.
Vi muita gente trabalhando em construções bem à margem do rio, coisa que em São Paulo, a Polícia Ambiental já teria embargado, tranquilamente. Não sei como é que funciona aqui! A estrada também está por longo trecho, bem à beira do rio:
A várzea do rio aqui também é aproveitada para o plantio de arroz:
E continuamos pedalando ao lado do rio, tendo à esquerda, um fragmento de mata nativa, o que tornou o trecho muito agradável e bonito:

Continua 

Circuito Vale Europeu-SC - 2º dia: Pomerode a Indaial

No segundo dia, a impressão que tivemos é que as atrações foram diminuindo. Não havia mais tantas novidades. No início, havia dificuldade para encontrar coisas curiosas, diferentes ou interessantes para fotografar.Por isso, pode ser que as fotos não sejam muito atrativas. Nestre trecho continuamos encontrando casas do estilo enxaimel. Veja este exemplo numa propriedade rural:
 Enfrentamos, neste dia, duas boas subidas. Esta é uma delas:
Uma coisa que tem bastante por aqui e nós não vamos cansar de mostrar, são as pontes suspensas de madeira. Em um bairro de Pomerode encontramos essa aí abaixo. Quando a gente passa por ela, balança e se move como nos filmes. Emocionante!
 Com menos intensidade, ainda se encontram belos jardins, sempre denotando muito capricho e cuidado. Este aí é mais um deles:
Em grande parte do percurso que fizemos até agora, sempre pedalamos por estradas que margeiam cursos d'água, às vezes até rios, como mostraremos mais adiante. Vejam duas pequenas e graciosas quedas d'água entre as muitas que se visualiza no caminho:

Trecho muito agradável do caminho:
Este trecho, entre matas, também foi muito agradável:
Encontramos, mais uma vez, flores amarelas enfeitando o caminho:


O final de uma vertiginosa descida:

Foram muitos as chácaras, sítios e terrenos pelos quais passamos que se apresentavam maravilhosos aos nossos olhos. Mas esta que vamos mostrar, por ser nova e ter uma arquitetura bastante peculiar, chamou-nos sobremaneira a atenção:
 Mais um sítio e seus arranjos de lazer. Há uma infinidade deles por todo o caminho e este representa bem o tipo:
Chegando a Indaial, estrada lisa e agradável para pedalar:
Com o rio Itajaí-Açu ao fundo, vejam, em primeiro plano, casinhas de pássaros caprichosamente elaboradas por um cidadão anônimo, certamente um amante da natureza...
E assim terminamos o dia. O trecho seguinte nos levará à cidade de Rodeio. Vamos ver as surpresas que nos aguardam...

terça-feira, 1 de maio de 2012

Circuito Vale Europeu - SC - 1º dia: Timbó a Pomerode - 2ª parte

O estilo de arquitetura conhecido como "enxaimel" é representado em larga escala na região. Clicamos estas casas para mostrar:


 A ascendência italiana e alemã deixou nos habitantes do lugar um apego à tradição. E isto a gente pode enxergar no cuidado que têm com a manutenção de sítios históricos. Encontramos no caminho esta ponte antiga, que foi transformada em local de recreio, mas é mantida por uma associação de bairro, que preserva e limpa o local. Veja a beleza do lugar:



De se notar, também, o carinho e o capricho na manutenção das casas e jardins. Praticamente durante todo o percurso passamos por lindíssimas residências e seus maravilhosos jardins. Os cães estão por toda parte, mas não perseguem passantes, porque estão sempre cercados por grades ou telas. São tantos e diversificados os jardins que não é possível mostrar muitos aqui. Vejam dois exemplos:

Tem uma parte que a gente sobe à beira do rio Ada. Enquanto suas águas descem, a gente pena na escalada:
Há uma outra ponte antiga no caminho, para nosso deleite, onde já existe uma nova para o trãnsito normal:
E, para encerrar o dia, belas flores amarelas à beira do caminho:
Até amanhã, pessoal, para o segundo dia!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Circuito Vale Europeu - SC - 1º dia: Timbó a Pomerode

Mais uma vez estamos pedalando pelas estradas de terra do Brasil, desta vez em Santa Catarina, no primeiro roteiro de cicloturismo criado no país. Serão cerca de 300 km a ser percorridos em sete dias e, para chegar, viemos de ônibus de Jaboticabal a São Paulo e dali diretamente a Timbó, local de início do circuito.
Chegamos às 7 horas da manhã de ontem, 29 de abril, após percorrer trechos chuvosos da estrada, especialmente depois de entrar em Santa Catarina. Na rodoviária de Timbó, muita neblina e frio:
  A cidade é bem diferente daquelas tradicionais, tem um trânsito intenso e rápido, com uma organização muito atípica, existindo até ruas de mão inglesa, ou seja, com tráfego pela esquerda, para evitar cruzamentos desnecessários. E funciona bem. Os muros ou grades das casas são muito baixos, na grande maioria dos imóveis, o que me pareceu um indício claro de baixa criminalidade em relação a roubos e afins. Veja o exemplo:
Demos um longo passeio pelo centro da cidade e pudemos ver coisas curiosas como a casa que parece olhar prá você e estar vigiando atentamente qualquer intruso:
Há um grande parque central, cheio de quadras para a prática dos mais diversos esportes, muito iluminadas, onde se chega de bicicleta por ciclovias bem delimitadas e que contém áreas verdes, com espaço para descanso e lazer. É ponto de encontro da moçada, que fica praticando esportes ou simplesmente batendo papo em animadas rodinhas:
Há um rio de tamanho razoável que atravessa a cidade, o qual é levemente represado à maneira de algumas tradicionais localidades espanholas, de onde a água captada segue para fazer girar uma roda que, acredito, deve ter servido para gerar energia em alguma época do passado. Veja a imagem:
 Há, também, uma ponte para pedestres, que é o cartão postal da cidade, com mirantes nas margens do rio:
Os caminhos percorridos são extremamente agradáveis:
Pudemos observar uma natureza exuberante em vários trechos, com a mata preservada, especialmente nas encostas:

Assim como aspéctos da agricultura local, que explora muito o arroz de várzea e o palmito. Este é plantado em uma grande quantidade de residências pelo caminho, muitas vezes no terreno bem ao lado da casa:

Ou a religiosidade, que se manifesta em igrejas de arquiteturas exóticas, como a matriz de Nossa Senhora de Caravaggio, em Rio dos Cedros:
Mas também na simplicidade da que encontramos no bairro dos Tiroleses, no alto de uma escadaria, cercada de flores:

(Vai continuar)

sábado, 24 de março de 2012

São Paulo e a bicicleta

Para quem não viu, aponto abaixo o link de um texto de Álvaro Pereira Junior, publicado na Folha de São Paulo, em 17/03/2012.
http://sergyovitro.blogspot.com.br/2012/03/alvaro-pereira-junior-pedalar-e-morrer.html
Logo depois disso, houve o atropelamento e morte de um ciclista por um automóvel, que causou também grande comoção nacional, por envolver pessoa de muitas posses.
Lamentável que mortes tenham ocorrido, claro, mas é importante que o assunto seja muito discutido. Nós, ciclistas, queremos poder utilizar nossas bicicletas e as pessoas que não as usam também querem usufruir dos espaços. É necessário discutir amplamente, para que se chegue a um fim de consenso. Será possível?