terça-feira, 8 de maio de 2012

Circuito Vale Europeu - SC - 6º dia: Alto Cedros a Palmeiras

As três fotos seguintes são do chalé e da entrada ajardinada que o serve, onde passamos a noite em Alto Cedros, na Pousada da família Dewe (pronuncia-se "dove"):


A família está construindo mais um chalé, este que aparece na foto abaixo, em frente à sua moradia e atrás da bela primavera. Já está quase terminado e que vai permitir-lhes acolher o dobro de hóspedes. Em primeiro plano, na foto de baixo, a casinha do cachorro Scoobe, que aparece na primeira "verificando" a bicicleta do Rodrigo.
A travessia de volta foi feita da mesma forma da chegada, de canoa:

Pouco tempo depois de começar a pedalar já passamos pela primeira atração do dia: uma queda d'água que escorre sobre pedras formando este lindo visual:
Na sequência seguinte, trechos do caminho mostrando mais uma vez as florestas de pinus, a estrada bem lisa, cursos d'água límpida correndo em meio e sobre as pedras, área já cortada e uma constatação: parecemos estar no meio do nada, para todos os lados que olhamos, só se vê árvores nos horizontes:







A estrada úmida e embarreada, o tempo fechado e sem sol e o trafegar das bicicletas sobre a lama fina produziam este tipo de coisa: um verdadeiro "sarampo" de barro no rosto e nas roupas:
Durante todo o caminho, o encontro com canarinhos é uma constante. Não são muito ariscos e permitem uma certa aproximação, o que possibilitou ao Rodrigo colher este belo flagrante:

Neste trecho, as árvores com suas folhas avermelhadas, tingem a paisagem de outono "importada" do Canadá:
Antes do fim do dia, o caminho nos reservava mais esta surpresa: a água escorrendo da montanha, bem ao lado da estrada, formando esta pequena maravilhosa cascata. Ao seu lado, a pedra recortada oferecia abrigo ao passante em caso de chuva:

Em meio à represa, a pequena ilha nos lembra paisagem de sonhos:
Assim terminamos mais um dia. Obrigado por acompanharem.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Circuito Vale Europeu - SC - 5º dia: Dr. Pedrinho a Alto Cedros

O circuito é todo assim: ótimas estradas de terra, muito lisas e bem cuidadas, quase sempre ao lado de matas naturais preservadas nas encostas e morros e/ou cursos d'água límpida que serpenteiam entre pedras de todos os tamanhos, ou ainda florestas sustentáveis plantadas em pinus e eucaliptos, que são, a olhos vistos, matéria prima para a principal atividade econômica da região, as serrarias. As culturas originais alemã e italiana mantidas pelos descendentes, seja nas artes, seja na alimentação, seja nas moradias típicas do sul da Alemanha, no caso dos primeiros. São cerca de 300 km de subidas e descidas percorridos em sete dias que, com as travessias de cidades, fazem a média chegar a quase 50 km por dia. Para cicloturistas como nós, bastante cansativo, porém compensador, pelas belezas naturais (ou construídas pela mão humana) encontradas e pelo prazer de conhecer pessoas e lugares e viver aventuras que ficarão gravadas para sempre em nossas memórias.
Neste quinto dia encontramos em muitos trechos uma camada fina de lama provocada pela chuva do dia anterior e tornada pior para as bicicletas por causa do trânsito de automóveis e pela ausência do sol. O resultado foi bicicletas, roupas, mochilas e até nós mesmos cheios de respingos de barro, dificuldades para mudar as marchas, ruídos diversos ao pedalar, mas sem maiores consequências. No final do dia, era só lavar as bicicletas e elas ficavam novinhas...
 Pose para foto:
Encontramos no caminho esta cena de cartão postal: maravilhosa!
Chegamos, então, a um local onde, com um pequeno desvio, se podia chegar a uma cachoeira chamada "Véu de Noiva". Resolvemos ir conhecer. Havia uma placa indicando o local, com a observação que seriam 20 minutos a pé, sem referência à possibilidade de ir de bicicleta. Fomos até uma casa que havia perto, pensando em deixar as bicicletas, ou obter informações, mas ninguém apareceu. e vimos que a trilha prosseguia para além da casa e fomos tocando. Pedalamos até que a trilha não permitia mais bicicletas. Encostei a magrela e segui a trilha que se embrenhava na floresta:
Cheguei rapidamente até à cachoeira da foto abaixo, pensando ter chegado à Véu da Noiva. Fotografei e estava voltando para buscar a Eros, quando a encontrei, juntamente com o Rodrigo, que já vinham próximo. O Rodrigo chegou e palpitou que aquela não parecia ser a Véu da Noiva.  E, de fato, não era.
Vejam, a seguir, uma sequência de fotos da trilha que leva à cachoeira:

Aí resolvemos ir até o mirante da cachoeira, que imaginamos ser um local que ficaria no alto da queda d'água, pois começamos a subir por uma estrada lateral. Subimos, subimos, e... o tal mirante fica muito longe da cachoeira. Vejam as duas fotos abaixo:
Eu já havia dito aqui que
a economia local gira muito
em torno da indústria
extrativista de madeira,
que explora grandes e
pequenas plantações de
pinus (principalmente) e
eucaliptos. Os pinus só
amadurecem para a colheita
com 25 a 30 anos de idade,
segundo fomos informados
por um morador da região.
Mas, às vezes são extraídos
antes, para a indústria do
papel ou para lenha.
Vejam uma das muitas plantações
que a gente cruza no caminho:
É muito comum encontrar montes de madeira cortada e amontoada assim como na foto seguinte, à beira da estrada. Uma coisa que notamos aqui é que, incrivelmente, ninguém mexe em nada que não lhe pertença, mesmo estando em local público e sem qualquer proteção. Às vezes a gente passa ao lado de pés de laranja ou tangerina carregados de frutos maduros, bem à beira da estrada, mas não ousamos mexer, mesmo não havendo ninguém à vista, porque, se estão ali e ninguém pega, não seríamos nós a fazê-lo e talvez criar um grande caso... Nas fazendas, os barracões ficam abertos e, na verdade, muitas vezes nem têm portas ou trancas, com todas as quinquilharias à mostra, inclusive máquinas e equipamentos. Vimos, nas cidades, bicicletas encostadas em paredes, bem á frente da rua, ou penduradas na parede, nem um pouco escondidas ou protegidas. Se fosse aí pelos nossos lados...
O local que mostramos na foto seguinte foi o ponto de maior diversão do dia: uma base de pedra sobre a qual deslisa a água do riacho, permitindo a passagem pedalando, sem descer da bicicleta.
Olhando a foto, parecemos flutuar sobre a água... Fomos e voltamos pelo menos uma vez cada um, a Eros, o Rodrigo e eu, na maior curtição, sem ninguém cair, para frustração do Célio que ficou só torcendo para ver o tombo!
Vejam, nas próximas fotos, mais duas belas passagens do caminho:  
Agora vejam este estranho cogumelo dourado que encontramos: alguém já tinha visto? O conteúdo dele tem uma textura que, ao ser tocada, expele um pó muito fino. Parei até de mexer. Vai que é venenoso, né?








A estrada, em determinado momento, além das característi-cas que eu já falei antes, fica avermelhada, como mostra a foto seguinte:
Hoje, em mais uma passagem curiosa do trajeto, nossa estadia se deu em um chalé, cujo acesso foi feito através de uma canoa, pois ficava do outro lado de uma grande represa que, embora estivesse com seu nível de água três metros abaixo do normal, não dava para ser atravessada pedalando...
Bom, gente, é tudo por hoje. Amanhã postaremos mais um dia. Já estamos de volta a São Paulo e agora Internet não é mais problema... Abraços a todos!

sábado, 5 de maio de 2012

Circuito Vale Europeu - SC - 4º dia: Rodeio a Dr. Pedrinho

Falamos, na postagem anterior, da Dª Irene e do Sr. Dante, extraordinárias pessoas que recebem os cicloturistas em Rodeio. Recomendamos fortemente a quem necessitar pouso naquela cidade. Não vão se arrepender: muito carinho na recepção e farto café da manhã. Ambos se desdobram para atender seus hóspedes. Na nossa saída, posaram para esta foto:
O dia previa uma grande subida, diversas vezes haviam feito referência à montanha que teríamos que galgar. Mas, assim que saímos da cidade de Rodeio, o caminho começa com uma estrada bastante agradável:
E lá fomos nós. Foram 8,5 km de subida em meio a uma bela floresta, com direito a riachos murmurantes, belas casas de montanha e cascatas borbulhantes:
O dia estava nublado mas não fazia muito frio. Caía uma garoazinha bem fina que, em alguns momentos, se transformou em chuva leve, mas não paramos por causa disso. Protegemos nossas mochilas e alforges e tome pedal:
Esta é uma curiosa cascata que encontramos próximo a uma Casa de Recuperação de Oleiro, que exibia também uma ponte de madeira e uma grande estátua representando um anjo:
Eu já falei aqui do grande cuidado que o pessoal tem com os jardins das casas, mas não havia feito referência a uma coisa interessante: muitos moradores constróem casinhas para passarinhos, com pequenas plataformas embaixo, onde põem alimentos para atraí-los. E é uma festa! Canários, pássaros pretos, pardais e outros vêm alegremente se alimentar. É uma delícia ficar vendo a movimentação. Neste jardim que vamos mostrar, havia várias dessas casinhas:
As paisagens maravilhosas se sucediam em larga escala. Nem registramos todas e nem há condições para exibir todas as que registramos. Vejam esta:
 E aí chegamos a um lugar inusitado, chamado Pequeno Paraíso. Cheio de imagens de anjos, um grande Cristo Redentor, de braços abertos abençoando os moradores, belos jardins de hortências que nesta época já não apresentavam muitas flores abertas (algumas já estavam secas), aves como pavão, peru e outras, tendo ao fundo a floresta. Vejam as fotos:
Mais um jardim, no alto da montanha, caprichosamente organizado:
Uma coisa linda de se ver foi esta fazenda: a casa, no alto do morro, com vacas pastando ao redor. Coisa de cartão postal. Talvez a foto não mostre tudo isso que vimos ao vivo, porque fotografamos de longe e estava muito nublado. Espero que agrade:
Mas prosseguimos. E, mais uma vez, hortências embelezam o caminho:
Devo uma desculpa a todos: eu me enganei e transmiti meu engano a vocês. Se alguém foi checar ou conhecia, deve ter visto que eu informei errado o que era o estilo "enxaimel". Não são as casas de madeira que eu mostrei. Aquelas são apenas casas de madeira, muito comuns nesta região. As verdadeiras são as que mostramos a seguir, dotadas de vigas obliquas escuras e tijolos à vista. Vejam a igreja e uma residência. Peço perdão a todos.
As pontes de madeira também se sucedem no caminho. Nem sempre nos lugares que devemos passar mas, mesmo assim, sempre que avistávamos uma ponte interessante a gente ia lá conferir:
Vejam esta corredeira d'água sobre pedras. Coisa linda, não é?
Gente, é tudo por hoje. Se houver tempo, ainda vamos postar mais um dia do caminho.
Obrigado por acompanharem...