quarta-feira, 26 de julho de 2023

Caminho de Nhá Chica - 4ª etapa - Espírito Santo do Dourado a Silvianópolis (MG) - 08/06/2023

Quando a estadia é agradável, a gente sempre registra a saída junto com os proprietários. Na hora de partir, a pose com o João Peru e Dona Rita: 

Foi muito satisfatória a passagem por Espírito Santo do Dourado, especialmente por causa das deliciosas comidas feitas por Dona Rita. São ambos muito simpáticos e foi realmente um prazer o jantar e o café da manhã com as saborosas iguarias que ela faz. Pracinha na saída da cidade: 
Mais uma vez encontramos estradas boas, às vezes com cobertura vegetal às margens, quase sempre inclinadas, seja subindo ou descendo em meio às montanhas: 
A gente sempre se lembra mais das subidas, pois o esforço é grande e demanda muito tempo. Depois, para descer, é um tiro. Por ora, é a serra de Imbiruçu, morro acima:

A medida que vamos subindo, sempre cabe uma boa olhada para trás. E o vale avistado é muito lindo: 

Na sequência, continuamos pela estrada recortada com seus altos barrancos, fluindo para uma área plana, enfeitada pela araucária, 
no bairro Moinho: 


Mas, a suavidade dura pouco. Logo retomamos mais uma subida, onde o leito da estrada sofreu com a ação das enxurradas: 
Vencido o morrinho, na meia hora seguinte não houve refresco e, embora usufruindo de alguma sombra, tínhamos que fazer força para continuar a subida: 

Então surgiu uma das passagens mais emblemáticas do caminho: a chamada "Porteira do Céu", exatamente porque está bem no alto do morro. Construíram um banco para que o viajante possa desfrutar do mirante, embevecendo-se com a maravilhosa paisagem à frente: 


Aquela estradinha lá embaixo é a sequência do caminho:







Atingido o topo, a sequência é em declive e vamos chegar rapidamente ao vale lá embaixo: 


Já na parte baixa, chegamos ao Caldo de Cana do Vaguinho e da Fátima, um lugar muito bem arrumado e onde pudemos desfrutar do maravilhoso suco, para amenizar o calor. Um papo muitíssimo agradável e a simpatia do casal fizeram com que nos demorássemos por ali: 



Ao lado da barraca, maravilhosas cristas de galo inundavam os olhos de prazer pela sua cor vibrante e formosura: 
Dali para a frente, foi mais cerca de meia hora tranquila de pedal, até chegar em Silvianópolis: 


Dormimos em Silvianópolis no Hotel Luciana, diária de casal de R$200,00, com café da manhã, bem fraquinho. 
Quilometragem do dia: 19,8 km. Altimetria 696 m. 

terça-feira, 25 de julho de 2023

Caminho de Nhá Chica - 3ª etapa - Congonhal a Espírito Santo do Dourado (MG) - 07/06/2023

Caminho de Nhá Chica - 3ª etapa - Congonhal a Espírito Santo do Dourado (MG) - 07/06/2023

Na saída, pela manhã, posamos com o José Carlos, proprietário do hotel. Ele veio do interior de São Paulo (Morro Agudo), construiu e mantém o hotel, uma empresa familiar: 

O trecho do dia começa muito agradável, com bastante vegetação, sombra e até calçamento na estrada: 
 
Logo começa a serra de São Domingos. 
Conforme você vai subindo, a visão da cidade de Congonhal, que vai ficando para trás, vai-se alterando: 

30 minutos depois da saída
60 minutos depois da saída
80 minutos depois da saída
2 horas depois da saída
A paisagem é típica mineira, com a estrada de terra de boa qualidade, recortada há anos no solo pelas patrolas, em meio às pastagens, cercas de arame farpado e montanhas: 



Há na estrada uma representação do calvário de Cristo. Esta é uma das estações: 
Depois, um pouco mais adiante, mais um trecho calçado: 
Bem no alto da subida, embora não seja ainda no final dela, há um mirante caprichosamente construído sobre uma grande pedra, que possibilita uma visão espetacular: 





Continuando a subida, chegamos a um local de descanso onde foi construído um banheiro e é disponibilizada água para beber, tanto para os viajantes humanos quanto os equinos: 

Finalmente atingindo o alto do morro, encontramos uma casa abandonada. Embora tenha um aspecto rústico, é construída de tijolos: 
Quinze minutos depois, seguindo pela estrada, chegamos ao complexo religioso do Santuário Nossa Senhora da Obediência, no bairro São Domingos: 


Há no local um ponto de apoio aos viajantes do Caminho de Nhá Chica, com carimbo da credencial e um atendimento muito simpático. Poucos metros adiante, do outro lado da estrada, há uma venda rural onde é possível obter refeições. Almoçamos lá, uma comida bem feita, a um preço justo. Foi ali que, conversando com as pessoas que estavam lá, soubemos da história do lugar. Nossa Senhora da Obediência teria aparecido mais de 100 vezes a um morador local chamado Alfredo, com o qual ela conversava em todas essas aparições, as quais começaram por volta de 1987, dia 22 de junho. Nessas aparições, ela transmitia a ele pedidos, os quais ele repassava aos outros participantes de um grupo de oração do qual faziam parte. A história se espalhou e muita gente começou a vir ao local, sempre às segundas-feiras, quando aconteciam as aparições. Consta que chegaram a vir, de uma única vez, mais de 35 mil pessoas. 

Na sequência, o caminho continua agradável e "gostoso": 




Às 2:45 h da tarde chegamos à divisa do município de Espírito Santo do Dourado: 
Daí até a chegada não houve alterações quanto ao tipo de estrada e à cobertura vegetal das margens. Algumas igrejas em pequenos bairros ou propriedades rurais ilustram a religiosidade do povo: 
Igreja dedicada a São Pedro




Chegando à cidade, uma bela ladeira tem que ser vencida para se chegar à Pousada do João Peru. Segundo ele, o apelido vem desde os tempos de menino. Ele tem, com sua esposa Rita, além da pousada, uma padaria no local. E está construindo um hotel, onde recepcionará seus hóspedes futuramente. 
Com o jantar, magnificamente preparado com mãos de fada por Dª Rita, mais o café da manhã, a estadia custou-nos R$220,00, aí incluídas também algumas garrafas de água que tomamos. 
Quilometragem do dia: 27,2 km. Altimetria 993 m.